Muito tenho me alimentado das escritas em forma de grito por liberdade, amor e justiça de Paulina Chiziane, Conceição Evaristo, Edileuza Penha de Souza (agora uma estimada professora-amiga), bell hooks, Beatriz Nascimento, Sueli Carneiro entre outras que adentram nesse meu caminho de flores e dores com suas "escrevivências" e encantadoramente guiam e fazem os meus passos seguirem ora suaves; na manha, no amor, na revolução pelo afeto, ora firmes; determinados, certeiros, pesando por sobre a terra infértil de injustiças, desamores, falta de liberdade, imposições, discriminações. Na minha alma-manto de essência profunda essas mulheres negras, teóricas, literárias, acadêmicas ... lançaram sementes de gozo.
... Escreverei sobre o não dito, sem me importar com o suspiro do ultraje do censor e da audiência. Finalmente, escrevo porque tenho medo de escrever, mas tenho um medo maior de não escrever ... Glória Anzaldúa
terça-feira, 10 de novembro de 2015
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
Vou vender meu celular novo e comprar um velho. Desses que fazem e recebem ligações. Tenho medo de um futuro em que os passos sejam ligeiros e agoniados, que não se consiga prestar atenção em algo por mais de meia hora sem pegar no celular, que acidentes acontecem cada vez mais, que a paciência inexista...
Preciso, desesperadamente, fugir disso.
Preciso, desesperadamente, fugir disso.
sexta-feira, 3 de julho de 2015
Na luta por sobrevivência aprendi que o ódio move tanto quanto o amor e que sem ele revoluções não insurgiriam. Mas aprendi que o amor é revolução intrínseca, profunda, que a gente só pratica com quem ou o que estimamos. Porque os cuidados necessários se fazem no interior, na essência do que somos, e eu sou o que meu povo é, sou o meu povo e por isso sou o amor que necessito e que me fora historicamente negado.
terça-feira, 16 de junho de 2015
Você vive me falando belezas
Mostrando ternuras que eu não sei lidar
Conheço tua letra
Tua voz
Tua luta
Tua alma
Mas a ti, não conheço
Não experimentei
Tenho medo do encontro
porque o fado das incertezas são pesados
Tenho medo de te entender demais
De te saber demais
De te sentir demais
E me enterrar na terra fria de um amor sem reciprocidade
Tenho medo do seu demasiado ser entrando no meu
A gente se conheceu há pouco
Conhecimento que não finda
que se constrói vívido a cada conversa
Te amo porque te desconheço
Mas te conheço como ninguém
porque conheci a alma
pra depois conhecer o corpo
Você tem poucas fotos
e em todas as que existem você
Você é diferente em cada uma delas
A vida não quer que eu te veja sem antes te amar com amor puro, sem atribuições ... Quer que eu te ame somente pela tua verdade.
Esse amor me é leve, mas é tão novo, que me assusta.
domingo, 7 de junho de 2015
UNBUNTU
http://www.pordentrodaafrica.com/cultura/ubuntu-filosofia-africana-que-nutre-o-conceito-de-humanidade-em-sua-essencia
quinta-feira, 14 de maio de 2015
E quem não é um 10?
A professora faz um discurso carregado de apontamentos e "críticas construtivas", por mais de uma hora, sobre as provas e trabalhos realizados pela turma e no meio da palestra diz:
- Houve apenas um dez na turma, a média geral foi seis e onze pessoas zeraram o trabalho.
Eu sou um número!
Tenho número pra identidade, um número de pessoa física, um número de residência, um número pra mostrar que eu existo na universidade e no mundo.
Númer(human)os.
Os números por si mesmos são frios, sem vida, sem aparência. São crueis.
Depois de minutos de angústia e aflição a espera da minha prova, vejo um seis e me vejo na média. No trabalho vejo um sete e me sinto superior aos que o zeraram. E depois disso tudo entro num vazio de alma imenso por ceder ao jogo de comparação e disputa com intento de ser "a melhor", pra atingir o dez. O tão almejado dez.
Que meus Orixás me guiem contra essa tirania do ser quantificável e do sistema com seus números padronizantes!
Não! Não sou um número. Me recuso ser número. Porque ser e número na mesma frase não combinam.
- Houve apenas um dez na turma, a média geral foi seis e onze pessoas zeraram o trabalho.
Eu sou um número!
Tenho número pra identidade, um número de pessoa física, um número de residência, um número pra mostrar que eu existo na universidade e no mundo.
Númer(human)os.
Os números por si mesmos são frios, sem vida, sem aparência. São crueis.
Depois de minutos de angústia e aflição a espera da minha prova, vejo um seis e me vejo na média. No trabalho vejo um sete e me sinto superior aos que o zeraram. E depois disso tudo entro num vazio de alma imenso por ceder ao jogo de comparação e disputa com intento de ser "a melhor", pra atingir o dez. O tão almejado dez.
Que meus Orixás me guiem contra essa tirania do ser quantificável e do sistema com seus números padronizantes!
Não! Não sou um número. Me recuso ser número. Porque ser e número na mesma frase não combinam.
Atestado de africanidade
Categoria » Artigos e Reflexões

Análise do DNA mitocondrial revela origem que povo negro brasileiro não teve chance de conhecer: ‘Sou 100% balanta’
Por Flávia Oliveira, O Globo
Das lacunas impostas às narrativas sobre a formação do povo brasileiro é particularmente cruel o desconhecimento da população negra sobre a própria ancestralidade. O cotidiano nacional é pontuado das receitas suculentas da nonna do amigo de infância. Natural ouvir falar da devoção a um santo católico da bisavó espanhola. Multiplicam-se as referências à disciplina herdada de antepassados alemães. Inveja-se, vá lá, o passaporte europeu viabilizado pela ascendência lusitana. Da africanidade, emerge o silêncio constrangedor. Aprendemos que negros escravizados puseram de pé o país, influenciaram a culinária, deixaram marcas na religiosidade, foram preponderantes na cultura. É legado tão rico quanto indeterminado. A origem negra, não raro, se apresenta pela pigmentação da pele. E só.
Gerações seguidas de afro-brasileiros cresceram sem fazer ideia do ponto de partida da saga familiar. Estava mergulhada nas trevas do desconhecimento até três semanas atrás, quando me foi entregue o tal envelope. A aventura começara seis meses antes, quando a equipe da série de documentários “Brasil DNA África” convidou para o exame que atestaria a africanidade. A coleta do material genético foi marcada para o 2 de novembro. O Dia de Finados, ironicamente, ganhava ares de renascimento.
Cinco meses se passaram até a marcação de novo encontro para, enfim, apresentação do resultado. O intervalo foi salpicado de curiosidade e especulação. Um parente distante mencionara a possível origem nigeriana de uma trisavó que, embarcada num navio negreiro, viera dar no Recôncavo Baiano. Lá foi escrava doméstica dos donos de um engenho de açúcar, reencontrou o companheiro do continente natal e deu início à linhagem em terras brasileiras.
O sábado de outono no Rio, 25 de abril, apenas começava quando a equipe de produção e o grupo de investigados se reuniu no Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, que foi residência da família real. A sala ornada de peças da cultura e das religiões afro-brasileiras guardou a revelação. O teste MatriClan analisou a sequência do DNA mitocondrial, para identificar a ancestralidade materna. É uma marcação que, diz o laboratório, foi passada para mães e filhos da família nos últimos 500 a dois mil anos. O atestado de africanidade, no meu exame, deu 100% de certeza.
Assim, me descobri, no lado materno, oriunda do povo balanta, da Guiné-Bissau, país da África Ocidental também colonizado pelos portugueses. Até então, era tudo o que eu sabia sobre a região da qual sou descendente. Ninguém na família, em nenhum momento da vida, tinha ouvido falar dos balantas ou da Guiné-Bissau. Impossível não pensar na falta que faz aos brasileiros a valorização das origens negras e o ensino de História da África (previsto na jamais cumprida Lei 10.639/2003).
Os balantas, já descobri, compõem o maior grupo étnico da Guiné-Bissau. Representam de 25% a 30% da população do país, que só teve a independência reconhecida por Portugal em 1974. É o único povo dali a se organizar numa sociedade igualitária. “Não há poder central. Em cada tabanca (aldeia) existem anciãos, homens grandes que já passaram pela iniciação do fanado (ritual feito a cada dez anos). Eles detêm a autoridade, mas não há um chefe”, contou o padre italiano David Soccio, especialista na etnia, ao jornal português “Público”. Na língua local, balanta significa “aquele que resiste”. Está no DNA.
Leia Também:
14/5/2015Geledés Instituto da Mulher Negra
Leia a matéria completa em: Atestado de africanidade - Geledés
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segunda-feira, 11 de maio de 2015
Tenho me apaixonado aos poucos pela vida
Vendo que a trancos e barrancos
Ela vai se esgueirando
Driblando imposições
Horror e desamor
E vai sendo construída
No pilar da simplicidade de viver
Sem saber distinguir
Sem nem sequer entender
Como é que se dá
O horror da discriminação
Injustiça
Humilhação
Violência
e tudo que turva
a alma...
Vendo que a trancos e barrancos
Ela vai se esgueirando
Driblando imposições
Horror e desamor
E vai sendo construída
No pilar da simplicidade de viver
Sem saber distinguir
Sem nem sequer entender
Como é que se dá
O horror da discriminação
Injustiça
Humilhação
Violência
e tudo que turva
a alma...
quarta-feira, 6 de maio de 2015
Acabo de descobrir, estimulando o auto conhecimento, que meu coração está intimamente ligado a minha sexualidade e vice e versa...
Há quem diga que isso é uma grande merda na vida, porque sexo casual, sem apego, sem "misturar as coisas" nunca acontecerá, mas que seja. Amo com o sexo, e faço sexo com o amor. Não tem jeito! E se tiver, talvez eu não queira ajeitar.
Há quem diga que isso é uma grande merda na vida, porque sexo casual, sem apego, sem "misturar as coisas" nunca acontecerá, mas que seja. Amo com o sexo, e faço sexo com o amor. Não tem jeito! E se tiver, talvez eu não queira ajeitar.
sábado, 25 de abril de 2015
domingo, 19 de abril de 2015
domingo, 12 de abril de 2015
Sonhei com você, coisa que não é rara desde que foi embora da minha vida. Não sonhava estando com você, e me parece uma peça pregada do destino ter você presente somente em sonhos agora. Acho que é alma tentando suprimir uma presença aos poucos, sem agressões, querendo leveza pra não me ferir.
Foi um sonho terno, embora confuso. Teve um beijo demorado, molhado (embora eu deteste beijos molhados), mas incrivelmente prazeroso. Poucas vezes me lembro de você com ternura, tudo acabou de maneira muito trágica, talvez seja por isso. Mas sonhei ternamente você, talvez porque eu ainda te ame ou porque eu quero precisar de você ainda ou simplesmente porque eu sou displicente comigo mesma.
Seu corpo me imprensava a uma parede, eu não tentei sair dessa situação de repressão do meu corpo, e sem muita liberdade me entreguei pruma sensação que eu desejava sentir. E senti. Me arrependi. E depois disso só me lembro de me questionar aflita, porquê sempre sucumbia a você.
Foi um sonho terno, embora confuso. Teve um beijo demorado, molhado (embora eu deteste beijos molhados), mas incrivelmente prazeroso. Poucas vezes me lembro de você com ternura, tudo acabou de maneira muito trágica, talvez seja por isso. Mas sonhei ternamente você, talvez porque eu ainda te ame ou porque eu quero precisar de você ainda ou simplesmente porque eu sou displicente comigo mesma.
Seu corpo me imprensava a uma parede, eu não tentei sair dessa situação de repressão do meu corpo, e sem muita liberdade me entreguei pruma sensação que eu desejava sentir. E senti. Me arrependi. E depois disso só me lembro de me questionar aflita, porquê sempre sucumbia a você.
quinta-feira, 19 de março de 2015
sexta-feira, 6 de março de 2015
quinta-feira, 5 de março de 2015
Eu vou te esquecer. Minha alma vai se acostumar a não ter a sua por perto (será que a gente teve alma com alma alguma vez? Por mais que eu queira acreditar e em dados momentos tenha acreditado que sim, olhar para trás e não sentir certas coisas me causa dúvidas ferrenhas). Eu vou me afastar (me sinto decidida a isso) e forjarei, inicialmente, um cotidiano sem você minimamente perto. Não é fácil encarar ausências, é certo que a gente se acostuma, mas é errado que sejamos obrigados a isso. Eu queria que pelo menos a raiva e indiferença que vêm de você pra mim, me fossem presentes. É impossível que eu seja como você, então te digo que é por isso que tenho sofrido, somente por isso. Não sei ser como pessoas que se conformam com perdas abruptas ou que ocasionam perdas abruptas. Você se perdeu abruptamente e intencionalmente de mim, apagou todos os caminhos que passam pelos meus e vaga sozinho nos caminhos apagados. Mas o tempo vai me convencer e eu vou ser indiferente também, vagar nos caminhos apagados com a sensação de que algo existiu, aí chega uma pessoa com quem estarei conversando e me alegrando e a sensação perderá espaço. Sentirei essa coisa por algum tempo, mas aí esse tempo vai engolir tudo, aos poucos até não existirem os caminhos apagados.
História com fim.
Eu vou te esquecer!
História com fim.
Eu vou te esquecer!
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
"É tão bom quando a luz acaba"
Minha irmã e eu assistíamos a um filme na TV quando ela me disse isso. Ela disse depois de uma cena em que a energia elétrica do local desaparece. Os personagens odeiam porque no momento estavam se falando via rede social na internet. O filme fala exatamente dessa nova era digital e tecnológica, de "avanços" na comunicação humana fazendo críticas poéticas com a atual situação da espécie que está acostumada com a solidão no meio da multidão e ao excesso de comunicação.
Fui arremessada para memórias boas do meu passado quando a minha irmã resolveu, também poeticamente, falar isso. Lembrei de quando a luz acaba aqui onde eu moro, que antigamente era com mais frequência. Sem televisão, joguinhos eletrônicos, computador e tudo que dependesse de energia elétrica, me lembro de uma vez em ocorreu de a luz faltar e todos os meus vizinhos irem pra frente de casa, como mágica mesmo, por mais que a motivação fosse clara. Eu e os meus amigos sentamos em frente a casa do meu vizinho de parede e começamos a conversar e rir em meio a escuridão. Se eu bem me lembro a lua estava a mostra e iluminava pouco. Depois brincamos de alguma brincadeira presencial, vívida, de toques e sensações intensas, acho que foi pique esconde (nada melhor pro contexto de falta de energia).
Depois me lembrei de quando era criança, a minha casa era mais humilde do que hoje e dormíamos, os três filhos, no mesmo quarto dos meus pais. Quando faltava luz eu e meus irmãos íamos direto pra cama deles, por medo do escuro mesmo, e meu pai contava histórias inventadas pela imaginação de sertanejo baiano e criativo que só ele tem. Eram incríveis histórias que causavam medo e uma sensação tão boa que até hoje me lembro e tenho profunda saudade.
"Frequência afetiva, qual é a sua?

Dias desses mandei um inbox parabenizando uma amiga querida pelo seu aniversário. Na verdade, eram votos atrasados, já que ela tinha aniversariado no dia anterior. Ao agradecer meu pequeno textinho, ela escreveu: “gratidão pelo carinho e energia positiva, também por aceitar minha frequência afetiva”.
Por Eduardo Benesi Do Entenda os Homens
Eu nunca tinha lido essa expressão “frequência afetiva” e ela ficou na minha cabeça por alguns dias. Propositalmente, não perguntei a ela o que aquilo significava porque eu simplesmente quis atribuir o meu sentido para aquela expressão tão especial, usada em um contexto tão carinhoso, por uma pessoa tão profunda.
Comecei a pensar que todos nós tínhamos a tal frequência afetiva. Essa ideia talvez estivesse diretamente ligada ao nível de presença que exercemos na vida das pessoas importantes para nós e também a forma como demonstramos isso. Pensei então em alguns exemplos de amigos que possuíam frequências afetivas muito especificas:
– A Natalia é uma amiga dos tempos de faculdade muito querida. Era daquele tipo do fundão que se infiltra no seu grupo sem você convidar, mas que no fim fazia tudo certinho. Sua característica marcante era o fato dela apreciar novelas do canal Viva – isso era um segredo dela.
Depois que deixamos de conviver, comecei a perceber que eu só conseguia marcar algo com ela de seis em seis meses, em média. Que se eu tentava marcar coisas com intervalos menores, por algum motivo, o role não saia. Passei a aceitar que esse era o tempo dela e que isso não diminuía a minha importância em sua vida. Até hoje mantemos essa amizade tão especial quanto semestral.
– Tem a Carol que foi minha amiga da época de acampamento. A Carol é muito intensa e já viveu as fases mais exóticas que você pode imaginar. Ela já quis ser cigana e atriz, já foi para Brasília para defender ideias de esquerda, já morou nos Estados Unidos e em Londres e hoje trabalha como professora. O fato é que nessas fases de turbilhão a Carol sumia por muito tempo, tipo quatro anos, e depois reaparecia do nada.
Depois, sumia novamente por tempo indeterminado e eu nunca sabia em que momento da vida eu encontraria ela novamente. Nossa amizade sempre teve esses intervalos bruscos, sem data para a próxima vez. Há dois meses a Carol me chamou para ser padrinho do seu casamento. E eu me dei conta de que essa falta de obrigatoriedade temporal na nossa amizade pouco influía na consideração que um tinha pelo outro.
– Tem o exemplo da Divimary. Nós temos uma amizade cinéfila. Nossos encontros são assíduos até hoje. Ao menos uma vez por mês damos um jeito de marcar nosso café com cinema. Desde os tempos de faculdade, nos acostumamos a passar tardes na Rua Augusta, regadas a filmes de todos os tipos e passeios sem destino. Ela é daquele tipo de amiga que para te ajudar, manda o seu currículo sem você saber e chega a ir à entrevista de emprego junto pra te dar apoio moral.
É daquelas que te dão apoio quando você esta começando algo incerto e faz propaganda positiva sobre você para todos os outros amigos dela. É engraçado que mesmo não fazendo por ela exatamente na mesma medida o que ela faz por mim, tenho a certeza que ela aceita a minha frequência afetiva.
A ideia de “frequência afetiva” a meu ver envolve muito de aceitar o que o outro tem pra te oferecer, mas principalmente o que ele não tem. Nos últimos meses passei por diversas situações em que eu tive que dizer não para alguns amigos e pessoas queridas. A verdade é que quanto mais relações afetivas você tenta manter, mais você tem que disponibilizar o seu tempo e fazer escolhas em prol delas. Muitas vezes, essas escolhas não vão favorecer um amigo seu e a maneira como ele reage a isso é um momento importante para que você se descubra seletivo em suas relações.
Às vezes você não diz não por egoísmo, às vezes você diz não porque tinha outra prioridade. Você conhece verdadeiramente as pessoas – que supostamente gostam de você – quando observa como elas se comportam diante desse não. Existe a situação oposta: aquelas amigos que nunca podem fazer nada, que de 100 convites, topam apenas um. Eu não deixo de ser amigo dessas pessoas por isso, mas elas deixam de ser prioridade na hora de pensar em quem vou chamar pra ir pra balada ou pro teatro. Na minha escala de amizades assíduas, os amigos que costumam topar coisas em cima da hora costumam naturalmente estar no topo das minhas prioridades.
Essa aceitação vale para todo tipo de relação, inclusive para as familiares ou para os namoros. Existem relações familiares que se estabelecem apenas pela convenção das datas comemorativas. Primos que você vê somente no Natal e que talvez você não procure durante o ano exatamente por isso. Porque esse tipo de frequência estabeleceu-se na relação com eles e não porque no fundo você só os vê pela obrigação da data.
A frequência também envolve o jeito de demonstrar afeto. No mundo também existe gente que “não gosta” de receber ou demonstrar afeto ou que não é de abraço, pior ainda se for demorado. Tem até gente que não lida bem com elogios. E essa negociação de espaços é muito importante. Saber colocar em prática a arte da empatia tentando entender e tolerar o outro da maneira como ele é, caso você faça questão da relação.
Não tem como finalizar esse texto sem tocar em um tipo de frequência afetiva extremamente importante na vida virtual. A frequência de likes. Existem aqueles amigos que não são de entrar na internet ou de interagirem em redes sociais. Tem os que leem você em silêncio ou aqueles que simplesmente têm preguiça do que você escreve – não necessariamente preguiça de você.
Existem os que usam o like como uma forma de vínculo/interação/ manutenção de relação. Existe até aquela pessoa que estranhamente só da like quando você conta alguma zica que te aconteceu. Existe também o ciúme. – Por que ela vive dando like no amiguinho e não em mim?
Na vida conjugal as coisas ficam um pouco mais delicadas. Quanto menos expectativas sobre o seu par melhor. Mas e pra baixá-las? É difícil entender que existem parceiros que se esquecem de datas importantes ou namoradas que não sentem ciúme de você e pronto. Aceitar uma vida a dois tem muito de estarmos preparados para tudo o que não iremos receber. Você está preparado para não receber? Você está preparado para receber, só que não exatamente da forma que esperava? Você respeita a frequência afetiva dos outros?"
Leia a matéria completa em: Frequência afetiva, qual é a sua? - Geledés
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Desespero, arreda de perto de mim!
Deixe-me respirar de alívio sereno
Sentir a calma que eu sei que mereço
Afastem-se as culpas que carrego tão displicente contra mim mesma
Dê-me a chance de ser melhor do que fui
Nunca retrocessos, a menos que sejam necessários
Meu espírito só sabe gritar, bradar, reclamar
Quero calma
Quero beijo e encontro de alma
Alma fortalecida
Aquecida
Que eu só me baste
Nesse desespero sem freio.
Amém!
Amém!
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Sabe, gente.
É tanta coisa pra gente saber.
O que cantar, como andar, onde ir.
O que dizer, o que calar, a quem querer.
Sabe, gente.
É tanta coisa que eu fico sem jeito.
Sou eu sozinho e esse nó no peito.
Já desfeito em lágrimas que eu luto pra esconder.
Sabe, gente.
Eu sei que no fundo o problema é só da gente.
E só do coração dizer não, quando a mente.
Tenta nos levar pra casa do sofrer.
E quando escutar um samba-canção.
Assim como: "Eu preciso aprender a ser só".
Reagir e ouvir o coração responder:
"Eu preciso aprender a só ser."
sábado, 7 de fevereiro de 2015
Pedro, eu sei que algum dia eu vou dar a louca e te mostrar esse texto, porque eu sempre acabo me mostrando no final, mesmo tentando, com todas as forças, me esconder. E eu já mostrei muito de mim pra você e depois me arrependi, porque eu acho que na maioria das vezes as pessoas não estão preparadas pro que eu tenho a dizer e mostrar, ou eu mesma não estou preparada pra incompreensão delas. E não é te cobrando algo nem nada do tipo, mas acho que nunca me senti compreendida por você, é dessas coisas de sentimento mesmo, não tem como forçar ou tentar mentir o que a gente sente.
Tenho sonhado muito com você, basicamente todas as noites e nos cochilos durante o dia. Na inconsciência de recém acordada, depois dos sonhos, sempre devaneio e balbucio algumas palavras direcionadas a você, algo que parece uma prece desesperada: Pedro, por favor, me deixe por completo. Eu fiquei fora do quadradinho de concreto e pouco ar puro pra respirar que é Brasília por pouco menos de um mês, e lá tudo parecia melhor; a minha força, minha maneira de lidar com a vida, com as pessoas, com você... E, de fato, foi uma dádiva poder conhecer um pouco da minha essência mais primitiva naquele lugar, que é meu lugar de pertencimento no mundo, além de Brasília, que é outro tipo de pertencer que não me afeta muito. Entrei no mais profundo dos meus sentimentos pra tentar tirar aprendizagens necessárias deles e pude entender algumas coisas, mas em compensação outras foram pura incompreensão. Traguei um pouco da dor que eu me causei por você, senti ela com afinco pra tentar me desfazer por inteiro dela, talvez eu só tenha me afundado mais, mas não importa muito, eu chorei o que tinha pra chorar e isso já foi um pouco de liberdade.
Entendi que nos maltratamos numa proporção sem tamanho, e confesso que não fui leal a você, e isso me corrói. Uma amiga, quando eu falava de você e de como nossa relação se desenvolvia parou e me disse somente isso: Lealdade! É só o que tenho pra dizer. Eu não absorvi naquele momento, mas hoje me refazendo, percebo o que ela tentava me dizer. Eu feri uma parte importante de você, e não importa se isso beira a uma submissão a vontade do outro, como os libertários dizem, não consigo admitir que eu tenha tratado um sentimento seu com tanta displicência. Mas eu juro, e não acredito que quem jura mente, que não fiz nada disso com intenção de ferir, foi por incompreensão mesmo, por falta de entendimento das coisas e de você. Ante isso, eu espero de alma, que sua alma perdoe a minha e que tudo isso seja levado pela leveza que a vida há de ter de dentro de nós.
Você pode não achar isso agora, porque você tem um pouco disso de achar que tem razão em tudo, que eu acho que é só uma forma de se convencer pra conseguir continuar seu caminho em paz e sem auto cobranças, mas você também me feriu. Eu não consigo te perdoar agora por isso também, e por isso não cobro de você que me perdoe logo pelo que fiz. Ontem eu quase sucumbi ao desespero, novamente, mas hoje já estou um pouco mais fortalecida. Desabafar é sempre bom. Que sejamos leves um dia , Pedro. Eu ainda amo muito você e não tenho suportado essa chance de te perder completamente.
Tenha um dia feliz
Tenho sonhado muito com você, basicamente todas as noites e nos cochilos durante o dia. Na inconsciência de recém acordada, depois dos sonhos, sempre devaneio e balbucio algumas palavras direcionadas a você, algo que parece uma prece desesperada: Pedro, por favor, me deixe por completo. Eu fiquei fora do quadradinho de concreto e pouco ar puro pra respirar que é Brasília por pouco menos de um mês, e lá tudo parecia melhor; a minha força, minha maneira de lidar com a vida, com as pessoas, com você... E, de fato, foi uma dádiva poder conhecer um pouco da minha essência mais primitiva naquele lugar, que é meu lugar de pertencimento no mundo, além de Brasília, que é outro tipo de pertencer que não me afeta muito. Entrei no mais profundo dos meus sentimentos pra tentar tirar aprendizagens necessárias deles e pude entender algumas coisas, mas em compensação outras foram pura incompreensão. Traguei um pouco da dor que eu me causei por você, senti ela com afinco pra tentar me desfazer por inteiro dela, talvez eu só tenha me afundado mais, mas não importa muito, eu chorei o que tinha pra chorar e isso já foi um pouco de liberdade.
Entendi que nos maltratamos numa proporção sem tamanho, e confesso que não fui leal a você, e isso me corrói. Uma amiga, quando eu falava de você e de como nossa relação se desenvolvia parou e me disse somente isso: Lealdade! É só o que tenho pra dizer. Eu não absorvi naquele momento, mas hoje me refazendo, percebo o que ela tentava me dizer. Eu feri uma parte importante de você, e não importa se isso beira a uma submissão a vontade do outro, como os libertários dizem, não consigo admitir que eu tenha tratado um sentimento seu com tanta displicência. Mas eu juro, e não acredito que quem jura mente, que não fiz nada disso com intenção de ferir, foi por incompreensão mesmo, por falta de entendimento das coisas e de você. Ante isso, eu espero de alma, que sua alma perdoe a minha e que tudo isso seja levado pela leveza que a vida há de ter de dentro de nós.
Você pode não achar isso agora, porque você tem um pouco disso de achar que tem razão em tudo, que eu acho que é só uma forma de se convencer pra conseguir continuar seu caminho em paz e sem auto cobranças, mas você também me feriu. Eu não consigo te perdoar agora por isso também, e por isso não cobro de você que me perdoe logo pelo que fiz. Ontem eu quase sucumbi ao desespero, novamente, mas hoje já estou um pouco mais fortalecida. Desabafar é sempre bom. Que sejamos leves um dia , Pedro. Eu ainda amo muito você e não tenho suportado essa chance de te perder completamente.
Tenha um dia feliz
sábado, 3 de janeiro de 2015
Ao meu Pai...
Gratidão!
Por ser meu pai. por assobiar nos meus ouvidos nostalgias da sua terra amada. Por me ensinar a olhar o amanhã com altruísmo. Por ser esse sertanejo baiano cheio de encanto nos olhos, cheio de orgulho regional no peito.
Eu te amo com imenso amor!
Eu te amo com imenso amor!
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