domingo, 20 de abril de 2014

   Numa última conversa, de um dia nublado com uma grande amiga, nessas tais conversas as quais saímos mais crentes de algo e menos certos desse algo,dei-me conta de um paradigma que me foi estabelecido desde o dia que resolvi fugir da engrenagem louca que é a vida e seus sistemas de lógica, objetividades torpes e horror. Fujo com todas as forças de conceitos, modos de crença, de vida e padrões pré e imperativamente estabelecidos desde a mais remota existência humana, existência até do ser, e da alma das pessoas. A minha alma.
   Num processo de mudança interna, de desestruturação de preceitos e preconceitos, de desconstrução de ideologias repassadas apenas pela não crítica do senso comum, me vejo no centro, no ponto aflito de divergência entre dois mundos totalmente diferentes, que talvez nem o sejam assim tão distantes e separados, mas com o fato de estar no centro o desespero nada mais importa, nenhuma consideração ou lógica parece ser capaz de libertar pra uma vivência mais sã do novo mundo. Me encontro em extrema aflição, dessas que desatinam sem pedir licença ou avisar que está chegando. O velho mundo é racional, mais fixo, sem muitas mutações, sem grandes pensamentos ou processos de conhecimento, o que me davam era de grande valia, nada era gerado, até hoje sinto as consequências dessas extirpação do autoconhecimento e do conhecimento de tudo. Mas algo na racionalidade aguda do velho mundo me fazia mais forte no sentido de que me ensinaram desde pequena a não por confiança no homem, a não depender do subjetivo do outro pra conseguir alcançar o mais profundo do meu. O resultado da ruptura brusca entre os dois mundos, foi que perdi minha subjetividade, meu centro, eixo ou o que quer que isso seja. E de repente minha alma estranha esse corpo e mente que habita, a casa é nova, cheia de novos caminhos, novas descobertas, novos objetivos e sonhos, mas algo foi perdido no processo, acho que foi a alma. A alma desprendeu-se do ser, mas como se alma é ser e o ser é a alma?
  Sincronizar mente e alma, ser e pensar. Ser e estar de alma e mente em algum lugar. Há de ser uma luta a se travar!

terça-feira, 1 de abril de 2014

Se quiser me esquecer, vai ter que parar de ler o que eu escrevo. Se quiser que eu sinta raiva de você, vai ter que parar de tentar fazer com que eu sinta raiva de você.