(Então, mais um ano de vestibular pra mim, infelizmente! Tenho que treinar redações, e é uma ótima ideia publicá-las aqui, afinal, é um espaço meu, quase um diário. Quem estiver lendo, independente de me conhecer ou não, atribui uma nota (de 1 a 10), é super importante pra mim e uma ótima maneira de ajudarem. Não tenham medo de contradizer, de achar ruim, péssimo, de apontar os grotescos erros gramaticais. Ajudem-me, por favor?Se eu passar no vestiba, juro que vou ser muito feliz :D )
2° Vestibular de 2009, Universidade de Brasília
Elabore um texto constituído de duas partes. Na primeira parte, narre, de forma sucinta, a história de um filme que tenha contribuído para o desenvolvimento de sua
consciência crítica acerca das relações afetivas ou sociais; na segunda, explicite por que você considerou relevante esse filme.
O Grande Ditador
O Grande Ditador é uma produção de Charles
Chaplin, grande cineasta e ator britânico da década de 40. O filme faz uma
sátira ao regime nazista, no período da Segunda Grande Guerra, onde Hynkel- analogia explícita a Hitler, líder no totalitarismo alemão- é um
ser autoritário e tirano, que impera suas formas atrozes de governo, transformando
uma nação em milhares de cabeças alienadas. No outro lado da história, aparece o simples barbeiro
judeu, atrapalhado e divertido, que após voltar dos campos de batalha, auspicia
voltar a praticar seu ofício. Ambos os personagens são interpretados pelo mesmo
ator, Charles Chaplin, o que atribui uma peculiaridade genial ao desfecho do
filme.
Com a semelhança dos personagens, na ultima
parte do filme o simplório barbeiro judeu, que em toda a trama tenta fugir de
militares que intentam prendê-lo, em sua ultima fuga é confundido com o
imperador Hynkel, e levado a um palanque para discursar a uma multidão, que espera efusivamente pelo
discurso. O barbeiro judeu, que faz parte de minoria de alvejados e procurados
para morte, manda seu recado simples e pacífico a toda multidão que o assiste,
recado esse que fundamenta a paz em meio a todo horror existente na época, decretando em suas palavras de
maneira simples, a paz, o respeito e amor ao próximo, independente da cor, etnia,
religião ou crença.
Na elaboração dessa história é explicita
intenção do autor, porém perspicaz a semelhança que mostra igualdade e ao
mesmo tempo diferença, diferença na maneira humana, nos idéias, nas intenções dos
personagens. Essa ambiguidade, de certa forma um maniqueísmo quase cristão,
atribuiu a maneira que possuo de enxergar o mundo, a maneira bucólica e digna
do barbeiro judeu viver e mostrar-se oposto
a guerra, as atrocidades humanas, com uma mensagem simples de amor e respeito
mútuo em meio ao terror das relações humanas.
Claramente, vê-se que
a mensagem do filme, que fora feito no
contexto exato da Grande Guerra, reverbera até os dias de hoje. Acredito que
bem mais que satirizar a então realidade que cercava o mundo entre os anos 1939 e 1945, o filme traduz
uma mensagem geral e complexa que deve-se aplicar a qualquer contexto histórico, nação, qualquer relação e principalmente à esperança de um mundo melhor.
Sem dúvidas, um dos melhores filmes que já assisti.