sábado, 10 de junho de 2017

uma pessoa que estimo ao ler um de meus escritos,
admirou a forma como ia concebendo o texto "na busca de mim mesma".
me pergunto em qual lugar de minha vida eu não sido essa busca de mim mesma
se tudo em mim me caça,
tem pressa em encontrar os pedaços que foram sendo arrancados impositivamente
cujo caminho inundam rios, sopram ventos e tempestades em meus olhos
do de viver plenamente as dore encontro suspiros de liberdade
entrecortando as angustias

me pergunto também se pode haver alguém no mundo
que possui a tranquilidade de se sentir e se saber
com alguma precisão
com esse elemento que busco desesperadamente
em meio aos alheamentos :
o "próprio", essência da autonomia
amor interior
emanado e transbordado

sei que existe o privilégio de nem sequer questionar se é possível alguém viver se buscando
pois que o mundo já fora todo forjado para que se sinta em casa
no aconchego e na mansidão
cujo ninho é construído das mais diversas dores.

Tempo de cura e de me amar
me diz que o caminho de me encontrar
é de onde pulso
de onde sigo na insurgência
de ser