domingo, 13 de novembro de 2016


Desde que acordei até agora, levantei poucas vezes, só para comer e ir ao banheiro. Sentada nessa cadeira dura e áspera, com movimentos oprimidos pelo cansaço, e entre as leituras pendentes da semana, as pernas agitam. Constantemente na tentativa de concentração, me desconcentro quando percebo que o corpo pede rua, pede movimento.

Pede caminhos pra andar, brincar e sorrir. Pede pousadas em corações alheios que me acolham e recebam com afeto minha existência. Que saudade das minhas terras, da minha gente.

Saudade do sorriso do amado, que eu fiz questão de encontrar longe-aqui. Com ele a experiência do espaço e tempo (re)significam na essência de um amor denso em levezas e imenso nas singelezas.

Eu não tenho saudades agora. Acho que elas mais me constituem como ser do que me pertencem. Então, eu sou saudades.