"Ontem a noite eu pensava sobre a memoria inconsolável. Me dei conta de que não conheço a minha. Não conheço a minha tristeza"
Olmo e a Gaivota (2015)
... Escreverei sobre o não dito, sem me importar com o suspiro do ultraje do censor e da audiência. Finalmente, escrevo porque tenho medo de escrever, mas tenho um medo maior de não escrever ... Glória Anzaldúa
segunda-feira, 18 de julho de 2016
domingo, 17 de julho de 2016
Não me picote em mais pedaços.
Não me olhe apenas pelos fragmentos que de mim fizeram.
Correria constante, desligar-se e tocar o foda-se pra o que nos adoece não parece possível. A sobrevivência está acima de uma vida plena.
Quantas de nós podemos anunciar em praça publica nossas fragilidades? A quantas de nós tem sido possível a completude?
Falamos em empoderamento de dentro para fora, esse viver desde dentro que parece interminavelmente solitário e por vezes desesperador.
Cá estou. Só. Resistentemente erguida entre os mil pedaços de mim.
A cola, a cura, vem acompanhada de convencimentos e auto acolhimentos praticados a flores, espinhos, escuridões e luz.
Não me chame em um canto para confidenciar remédios às fatias de mim. Se não me entende inteira, nem se aprixime. Não há mais nada em mim que se deixe dividir ou quebrar.
Não me olhe apenas pelos fragmentos que de mim fizeram.
Correria constante, desligar-se e tocar o foda-se pra o que nos adoece não parece possível. A sobrevivência está acima de uma vida plena.
Quantas de nós podemos anunciar em praça publica nossas fragilidades? A quantas de nós tem sido possível a completude?
Falamos em empoderamento de dentro para fora, esse viver desde dentro que parece interminavelmente solitário e por vezes desesperador.
Cá estou. Só. Resistentemente erguida entre os mil pedaços de mim.
A cola, a cura, vem acompanhada de convencimentos e auto acolhimentos praticados a flores, espinhos, escuridões e luz.
Não me chame em um canto para confidenciar remédios às fatias de mim. Se não me entende inteira, nem se aprixime. Não há mais nada em mim que se deixe dividir ou quebrar.
quarta-feira, 13 de julho de 2016
quinta-feira, 7 de julho de 2016
esses dias na padaria um homem me ameaou de morte. já não bastaos de dentro de casa, ainda tem os de fora
minha mãe iniciou a contação de um relato com essa frase...
engulo o gosto amargo da realidade de uma mulher negra, nordestina, que encarna cotidianamente a alcunha de guerreira, de forte, bruta e destemida para sobreviver um um mundo dominado por homens.
engulo o gosto amargo da realidade de uma mulher negra, nordestina, que encarna cotidianamente a alcunha de guerreira, de forte, bruta e destemida para sobreviver um um mundo dominado por homens.
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