segunda-feira, 18 de julho de 2016

"Ontem a noite eu pensava sobre a memoria inconsolável. Me dei conta de que não conheço a minha. Não conheço a minha tristeza"
Olmo e a Gaivota (2015)

domingo, 17 de julho de 2016

Não me picote em mais pedaços.
Não me olhe apenas pelos fragmentos que de mim fizeram.
Correria constante, desligar-se e tocar o foda-se pra o que nos adoece não parece possível. A sobrevivência está acima de uma vida plena.
Quantas de nós podemos anunciar em praça publica nossas fragilidades? A quantas de nós tem sido possível a completude?
Falamos em empoderamento de dentro para fora, esse viver desde dentro que parece interminavelmente solitário e por vezes desesperador.
Cá estou. Só. Resistentemente erguida entre os mil pedaços de mim.
A cola, a cura, vem acompanhada de convencimentos e auto acolhimentos praticados a flores, espinhos, escuridões e luz.
Não me chame em um canto para confidenciar remédios às fatias de mim. Se não me entende inteira, nem se aprixime. Não há mais nada em mim que se deixe dividir ou quebrar.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

solar alma minha
aquecido peito meu
alumia
leva abrigo, abraça o cansaço dele
planta de cura, floresta e brisa
a entidade sagrada
deste corpo-casa, que agora enferma

Asè!

quinta-feira, 7 de julho de 2016

esses dias na padaria um homem me ameaou de morte. já não bastaos de dentro de casa, ainda tem os de fora

minha mãe iniciou a contação de um relato com essa frase...
engulo o gosto amargo da realidade de uma mulher negra, nordestina, que encarna cotidianamente a alcunha de guerreira, de forte, bruta e destemida para sobreviver um um mundo dominado por homens.