sábado, 13 de abril de 2013

Treinando Redação ...


(Então, mais um ano de vestibular pra mim, infelizmente! Tenho que treinar redações, e é uma ótima ideia publicá-las aqui, afinal, é um espaço meu, quase um diário. Quem estiver lendo, independente de me conhecer ou não, atribui uma nota (de 1 a 10), é super importante pra mim e uma ótima maneira de ajudarem. Não tenham medo de contradizer, de achar ruim, péssimo, de apontar os grotescos erros gramaticais. Ajudem-me, por favor?Se eu passar no vestiba, juro que vou ser muito feliz :D ) 

2° Vestibular de 2009, Universidade de Brasília
Elabore um texto constituído de duas partes. Na primeira parte, narre, de forma sucinta, a história de um filme que tenha contribuído para o desenvolvimento de sua
consciência crítica acerca das relações afetivas ou sociais; na segunda, explicite por que você considerou relevante esse filme.


O Grande Ditador
    O Grande Ditador é uma produção de Charles Chaplin, grande cineasta e ator britânico da década de 40. O filme faz uma sátira ao regime nazista, no período da Segunda Grande Guerra, onde Hynkel-  analogia explícita  a Hitler, líder no totalitarismo alemão- é um ser autoritário e tirano, que impera suas formas atrozes de governo, transformando uma nação em milhares de cabeças alienadas. No outro lado  da história, aparece o simples barbeiro judeu, atrapalhado e divertido, que após voltar dos campos de batalha, auspicia voltar a praticar seu ofício. Ambos os personagens são interpretados pelo mesmo ator, Charles Chaplin, o que atribui uma peculiaridade genial ao desfecho do filme.
    Com a semelhança dos personagens, na ultima parte do filme o simplório barbeiro judeu, que em toda a trama tenta fugir de militares que intentam prendê-lo, em sua ultima fuga é confundido com o imperador Hynkel, e levado a um palanque para discursar  a uma multidão, que espera efusivamente pelo discurso. O barbeiro judeu, que faz parte de minoria de alvejados e procurados para morte, manda seu recado simples e pacífico a toda multidão que o assiste, recado esse que fundamenta a paz em meio a todo horror existente na época, decretando  em suas palavras de maneira simples, a paz, o respeito e amor ao próximo, independente da cor, etnia, religião ou crença.
  Na elaboração dessa história é explicita intenção do autor, porém perspicaz a semelhança que mostra igualdade e ao mesmo tempo diferença, diferença na maneira humana, nos idéias, nas intenções dos personagens. Essa ambiguidade, de certa forma um maniqueísmo quase cristão, atribuiu a maneira que possuo de enxergar o mundo, a maneira bucólica e digna do barbeiro judeu viver e mostrar-se  oposto a guerra, as atrocidades humanas, com uma mensagem simples de amor e respeito mútuo em meio ao terror das relações humanas.
   Claramente, vê-se que a mensagem do filme, que fora feito  no contexto exato da Grande Guerra, reverbera até os dias de hoje. Acredito que bem mais que satirizar a então realidade que cercava o mundo entre os anos 1939 e 1945, o filme traduz uma mensagem geral e complexa que deve-se aplicar a qualquer contexto histórico, nação, qualquer relação e principalmente à esperança de um mundo melhor. 

 Sem dúvidas, um dos melhores filmes que já assisti. 

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