... Escreverei sobre o não dito, sem me importar com o suspiro do ultraje do censor e da audiência. Finalmente, escrevo porque tenho medo de escrever, mas tenho um medo maior de não escrever ... Glória Anzaldúa
quarta-feira, 26 de março de 2014
Na ilusão infantil de acreditar nas promessas da vida, em seus consolos momentâneos, me lancei na ilusão da felicidade pura, sem manchas de tristeza, uma felicidade descompromissada, não ciente de que enquanto se é feliz a outrem cabe a tristeza. Me entreguei a felicidades análogas as de mesa de bar, de rodas de amigos, de abraços apertados, de aconchegos de mãe, de afagos de irmãos. Me iludiram com suas artimanhas sutis e encantadoras, senti o gozo de alívio eterno que mal cabem em segundos de existência, mas o mel tem gosto de fel. A alegria precede a tristeza, tal como uma criança que se convence de que haverá uma recompensa se se agir de certa forma, mas ao chegar o esperado momento percebe que era só uma promessa pra sufocar seus instintos de criança. Me mostro pessimista , porque a tristeza chegou.
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