domingo, 14 de dezembro de 2014

Enquanto ele aquietava a cabeça entre os meus seios desnudos e sentia meu coração com o ouvido, calmo e sereno, sem roupa e por esse motivo da forma mais linda que ele poderia se apresentar, eu me sentia plena, em estado elevado de pureza e com um alívio de amor que só o sexo pode dar como consequência- isso, obviamente, quando a reciprocidade dos corpos e das almas estão no mesmo barco do amor/sexo. Eu só conseguia pensar no quanto o amava e estava naquele momento me entregando sem freios e amarras a um ser.
Quis desenhar aquele momento pra que minha memória não fosse a única forma de rememorar, mas não sei desenhar, então resolvi escrever. Talvez saia, é claro que sem muita fidelidade, uma descrição que expresse o quanto foi sublime ter entre os seios e os braços um alguém a quem devoto amor.
 O corpo dele sobre o meu, deitado no meu, sem peso, leve feito pluma. Corpo gentil em ser belo, ardia em prazer. Não que um corpo ideal me atraia, mas o dele, naquele breve momento era perfeito. Não porque fosse um corpo atlético e viril, mas porque eram o corpo e a alma dele que me beijavam o corpo e a alma. Olhei-o por inteiro e ao redor de nós... Um carro com janelas embaçadas, uma rua onde passavam a todo momento transeuntes inquietos com o carro no meio da calçada com as janelas embaçadas, uma cidade, um país, um planeta... Nada importava enquanto o tinha entre os seios e os braços e enquanto acalentava sua cabeça com as mãos e com o coração. Tinha entre os seios e os braços um ser que amo com absurdo amor.
Não pensava em futuro, em sentimento vindouro, e na possibilidade de vingar ou não. Pensava nele em mim, somente, dentro de mim de todas as formas que eu poderia tê-lo.

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