... Escreverei sobre o não dito, sem me importar com o suspiro do ultraje do censor e da audiência. Finalmente, escrevo porque tenho medo de escrever, mas tenho um medo maior de não escrever ... Glória Anzaldúa
domingo, 2 de novembro de 2014
A aproximação que me une as pessoas me distancia com bruteza de mim mesma. Tenho me doado demais, entreguei sem questionamento minha respiração e meu fôlego a quem quer que fosse que precisasse de mim. Me anunciei a amores que iam se perdendo pelo caminho, com o intuito de atá-los a mim sem que pudessem rebelar-se ou não quererem minha existência nas suas. Não os deixei caminhar sozinhos, não me permiti respirar sem eles, me trancafiei com eles tal qual uma assaltante que faz refém outras pessoas depois de um assalto frustrado, e louca sem eira nem beira, admite como única fonte de salvação obrigar que todos permaneçam com ela, que sejam seu escudo. Fiz dos meus amores um escudo contra minhas frustrações e tristezas, por não suportar a agonia de viver sozinha, por medo de um futuro despovoado. Me fiz dependente, e isso, há tempos, e até na bíblia se diz, é erro grave e torturante. "Maldito o homem que confia no homem", aprendi por meio do catolicismo da minha mãe essa premissa, e hoje admito sua verdade, não pelo sentido religioso que se tem dela, mas por enxergar que depender de pessoas como eu, inconstantes e infelizes em suas ações, é prejudicial à saúde. "EU PRECISO APRENDER A SER SÓ".
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