segunda-feira, 22 de setembro de 2014

22 de Setembro de 2014.. 21 anos e algumas horas, é o que eu tenho de existência até o momento.
Estou em vertigem desde que cheguei em casa, depois de um dia não muito diferente de todos os outros a não ser pelo fato de que hoje completo 21 anos de idade e de primaveras. Nasci exatamente no primeiro dia de primavera, desde então a primavera sempre vem com o peso dos anos erigindo sobre mim. Ela sempre me foi uma estranha, seu clima e suas flores nunca me foram de fato um presente, onde moro sempre vem com a chuva e com o céu nublado. Mas esse ano foi diferente, demorou a escurecer pra chuva vir, só com o anoitecer que isso veio a acontecer, durante o dia só a promessa de chuva trazida pelo vento, nada de céu nublado sem mais nem menos (como comumente acontecem por aqui), a chuva não quis me assustar, me avisou que estava a caminho, mas não me tirou o sol com sua bruteza habitual pra que pudesse aparecer... Me beijou, e foi acariciando o meu  corpo quente e seco, me abraçando forte as vezes, me erguendo até as nuvens, me restituindo de algo, me preparando...Veio sorrateira e leve, queria ser percebida pela minúcia que talvez estimasse ela que só eu poderia sentir tão fortemente.
Chuva, vem purificar meu coração, lavar minhas vivências daninhas, limpar minha alma, encharcar meu ser com água doce e cristalina, acalentar minha mente com seu beijo trazido pelo vento antes da sua chegada, vem acariciar meu subjetivo com a leveza da sua garoa e a bruteza da sua torrente. Obrigada por ser sutil esse ano, por aperceber-se da minha sensibilidade e ter me poupado de algumas asperezas suas.

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