Numa página social da internet, recentemente iniciaram uma corrente que funciona da seguinte forma: eu posto um número que alguém determinou, de fatos sobre a minha personalidade e pessoa, e quem clica em curtir o "post" ganha de mim um número de fatos pra falar de si... Enfim, achei o maior barato, ta que é mais uma daquelas exposições desnecessárias que as redes sociais atualmente fazem com que nos sujeitemos a fazer, mas foi legal ver as manias e esquisitices que algumas pessoas descreviam sobre elas mesmas, acabei eu conhecendo, mesmo que superficialmente, um pouco de cada um que se expôs a brincadeira.
Eu não me dei ao prazer de fazer isso, ou desprazer na visão de uns chatos céticos que logo deram seu veredito de repulsa quanto a brincadeira com dizeres do tipo:"1 fato sobre mim: detesto essas correntes de facebook".
Concordo com esse posicionamento contrario, quanto as redes sociais, de que a era da alta informação e compartilhamento das mesmas estão nos enclausurando cada vez mais nos calabouços do mundo virtual e nos restringindo cada vez mais das relações interpessoais, das conversas presenciais e dos laços de afetividade próximos, e que realmente uma corrente como essa só comprova o quanto nós estamos afiados na arte de "facebookear" (desculpem a verborragia) a vida...
Eu to aqui enrolando, enrolando, tentando me explicar, mas vou chegar ao ponto desejado. Falava do quão achei interessante a iniciativa e logo depois contradisse a minha fala, mas foi só pra deixar um adendo da minha aflição e crítica a esse sistema que estamos criando e fortificando cada dia mais.
Por fim, o ponto em que eu queria chegar, era no "Eu", a brincadeira lembrou aqueles poemas de escritores ladinos que têm a mania de enaltecerem a essência, que buscam sempre olhar pro mais simples, esse que passa sempre desapercebido, nessa máquina de fazer o tempo engolir coisas substanciais. Lembrou-me também o início de um filme que não cansaria de ver, " O Fabuloso Destino de Amelie Poulin ", um narrador de voz encantadora descreve as pequenas manias, prazeres, e os desgostos que os personagens possuem, Amelie Poulin, por exemplo, ama a sensação que dá ao meter as mãos entre cereais ou grãos , jogar pedras no rio Senna ...
Sendo assim, quero aqui dar a minha contribuição pra'queles postagens em forma de poeminhas que por dias embelezaram e deram vida e alma àquela rede social. Vamos lá...
Fatos sobre mim:
1- Eu me apaixonei, recentemente, por uma moça linda, aquele cheiro que emanava dela me estonteava. Mas fui tive que desiludir :(
2- Amo abraços, especialmente de crianças.
3- Assisto séries, novelas, desenhos e filmes que eu costumava assistir quando criança pra sentir a mesma sensação que eu sentia na época ao assistir.
4- Eu consigo replicar sensações, replicando os momentos (considero isso uma tarefa difícil e estranha também)
5- Amo sentir o vento tocando a superfície do meu corpo (frase clichê, mas sinto de verdade)
6- Adoro pisar em folhas secas, de outono.
7- Gosto de olhar o perfil do rosto das pessoas, o relevo que o formato do nariz, boca, olhos, queixo e testa formam na paisagem.
8- Gosto de sentar na cadeira do lado da janela no ônibus, e quando é noite, o motorista deixa as luzes semi acesas.
9- Sei mexer a orelha.
10- Tenho 20 anos, e ainda não transei. E não, não to me guardando pra ninguém.
11- Tenho complexos horríveis, e auto- estima baixa. (há tempos tento lutar contra isso)
12- Me comparo muito às pessoas, e tento agradá-las em demasia, "me perco no outro, buscado nele um pouco de mim"
13- Sou virginiana, com ascendente em aries (deu merda!)
15- As vezes escrevo coisas, gravo vídeos e guardo tudo que ganho, porque acho que um dia vão fazer um documentário ou filme sobre a minha vida.
16- Admiro tanto algumas pessoas, que chego a me fixar demais nelas, meio psicopático isso, mas é incontrolável.
17- Não gosto do fato de estar envelhecendo.
18- Choro litros com cenas de filmes, teatro. Sou altamente afetável pela catarse das artes.
19- Sou brasileira, filha de nordestinos, sou negra, bahiana, brasiliense, tenho orgulho da minha ancestralidade, do meu cabelo, da minha cor, amo RAP, música libertária.
20- Sou um universo de coisas, mas como tudo tem um fim e é limitado, tenho que findar.
(observações importantes: a progressão numeral atribuída aos fatos não possui relevância ou agrega o papel de classificar o primeiro como mais importante que o ultimo)
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