... Escreverei sobre o não dito, sem me importar com o suspiro do ultraje do censor e da audiência. Finalmente, escrevo porque tenho medo de escrever, mas tenho um medo maior de não escrever ...
Glória Anzaldúa
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Hoje eu senti sua falta, e acho que notei algo que em toda a nossa relação nunca havia percebido. Percebi seu amor, sem o ar asfixiante que ele me causava, menos isso ficou a pureza e a leveza do que você sempre tentou transmitir. Pra mim era desespero, pra você era só amor. Amor à sua maneira.
Você me fez o favor de postar recentemente uma música do Skank que eu sei que era pra mim, porque era sobre nós, porque é sobre você comigo. Confesso que amo o jeito que você me olha, as vezes meio sufocante, mas me olhando e enxergando de um jeito que ninguém pode olhar, porque primeiro: é o seu olhar, distinto e único, e segundo porque é o seu amor: distinto e único...
(...)Quem sabe com ela eu teria as tardes que sempre me passaram, como imagens , como invenção. Se eu não posso ter, eu fico imaginando (...)
No fim nós nos transformamos em uma sucessão de idealizações. Eu ficava sonhando, criando imagens de mim com você, talvez deitados em qualquer lugar que permitisse que pudéssemos ser nós mesmos, que pudéssemos ser um. Um lugar em que eu pudesse te aceitar do jeito que você é, e amar o seu jeito sem reservas. Algo em mim ou em você me paralisa, não sei com você e também não sei sem você. É pedir demais clareza e objetividade? Eu vivo reclamando da confusão que é a minha vida, mas acho que se fosse assim, tão claro e objetivo, não seria a minha vida. Mas exclusivamente nesse caso, queria muito ser ou não ser (sua amante), sem meios termos, sem ambiguidades.. Queria que fosse simples. Mas não o é.
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