... Escreverei sobre o não dito, sem me importar com o suspiro do ultraje do censor e da audiência. Finalmente, escrevo porque tenho medo de escrever, mas tenho um medo maior de não escrever ... Glória Anzaldúa
sábado, 30 de março de 2013
De tudo quanto sou feita e vivida tenho de me enaltecer, talvez na genealogia sou filha do holocausto, da escravidão, da escória sofrida ou em contrapartida extremista, senhora de escravos, mãe de mortes injustas, muito terror me causa, ser talvez parte de um mundo do qual não quis fazer parte, mas corro o risco de ter e pertencer ... No sangue, no fenótipo, sou brasileira, mistura louca de etnias, feita de fios lindamente anelados, de olhos copiosos, magnos, de crânio e face nortista e nordestina ... A cor? Ah, a cor, essa que tanto lhe importa, sei ser todas, porque sou de todas, por ser do verde e do amarelo, sou brasileira, sou negra, sou branca, sou índia ...
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